Por Arão Leite
Alta Floresta – Três jovens, sendo um de 20 anos, outro de 19 e um adolescente de apenas 17 anos. É idade dos mortos durante abordagem policial a uma quitinete na Avenida Ayrton Sena, município de Alta Floresta. Um revólver calibre 38 com munições, um revólver calibre 32 também municiado e uma espingarda foram apreendidas no cenário marcado por muito sangue e também droga.
A Polícia Militar disse que uma organização criminosa usava o local ao lado de uma lanchonete como base do tráfico, para distribuição e também venda. E lá estavam Maycon Douglas, o Batata, Emanuel Nascimento de Matos, o Tim Tim e o menor de 17 anos. “Eram faccionados e um deles muito perigoso, com mandado de prisão em aberto por homicídio e tortura e informações de que atuou em vários crimes, além do tráfico de drogas, resistência e outros crimes”, contou major Cunha referindo-se a Tim Tim.
Batata também tem acusação de associação ao tráfico de drogas e corrupção de menores. Já o menor, acusado de atos infracionais como porte de entorpecente e ameaças. Mas os três foram citados como disciplinas do tráfico na região de Alta Floresta e a PM descobriu o paradeiro em troca de informações com a Polícia Civil e Agência Regional de Inteligência.
O dia da ação foi na quinta-feira pela manhã, pouco antes das seis horas quando várias equipes da PM, com informações de que o tráfico estava acontecendo no local e lá havia um foragido da justiça, entrou para a abordagem. Mas conforme a PM, os suspeitos, armados, esboçaram reagir e foram alvejados por disparos feitos pelas equipes. Ainda foram socorridos até o pronto socorro do Hospital Regional, mas a confirmação do óbito foi pouco tempo depois.
Apreensões
A Polícia fez a busca no local e encontrou diversas porções grandes de maconha, pequenas porções de cocaína e um grande tablete de maconha, além de balança de precisão e telefones celulares usados pelos suspeitos. “Enquanto fazíamos a apreensão, em um dos telefones chegavam vários pedidos de droga”, comentou major Cunha ao indicar que os aparelhos seriam periciados pela Polícia Técnica e serão investigados pela Polícia Civil.






