Por Arão Leite
Alta Floresta – A operação de resgate do corpo do garimpeiro Fábio da Silva Rocha, vítima de acidente de trabalho no fundo do Rio Teles Pires, pode virar estudo de caso. Uma equipe de bombeiros que atuou na missão destacou que só foi possível retirar o corpo da vítima com apoio de experientes garimpeiros, acostumados por anos a mergulhar a águas profundas e assim conseguiram amarrar a laje e com equipamentos de três balsas de garimpo, remover a pedra para retirar o trabalhador.
O local onde o fato aconteceu tem mais ou menos 30 metros de profundidade. Fábio desceu para o último mergulho logo pela manhã. Os companheiros que acompanham de cima, constataram após as 8 horas que a situação estava errada e logo perceberam que onde era trabalhado no fundo do rio para extração de ouro, havia uma parede de pedras e uma delas deslocou, caindo sobre o mergulhador que pode ter morrido pouco tempo depois.
Tenente Lucas, que comandou a equipe, saiu da 7ª Companhia de Bombeiros em Alta Floresta com a esperança de resgatar o trabalhador com vida, considerando o oxigênio no aparelho e informação de que a a pedra poderia ter prendido apenas parte do corpo sem comprometer a cabeça, mas ao checar no fundo do rio, a equipe constatou o óbito do garimpeiro de 30 anos.
Com apoio de aparelhagem, experiência e outras duas balsas, os bombeiros conseguiram o resgate do corpo que foi encaminhado ao IML em Alta Floresta e posteriormente liberado para velório e sepultamento nesta sexta-feira no Cemitério Jardim da Saudade.
O caso será investigado pela Delegacia de Polícia Civil de Paranaíta.
TRAGÉDIA NO FUNDO DO TELES PIRES: Bombeiros destacam apoio de mergulhadores para resgatar garimpeiro
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