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Após a denúncia feita pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) sobre o suposto uso político da Defaz, os deputados estaduais vão convocar o delegado-geral da Polícia Civil, Mário Dermeval Aravechia de Resende, para explicar o caso denunciado pelo emedebista. A confirmação foi feita pelo presidente do Legislativo, Eduardo Botelho (DEM).
Botelho negou que a denúncia de Emanuel tenha caído como uma bomba na Assembleia Legislativa. O presidente preferiu agir com tranquilidade quanto ao caso e não adiantou quais medidas serão tomadas pelo Legislativo. O primeiro passo será ouvir Dermeval.
O democrata destacou que é fim de ano e muitas pautas importantes estão na Assembleia, como o orçamento de 2020 do Estado, o que esfria o confronto entre o governador Mauro Mendes (DEM) e o prefeito Emanuel Pinheiro neste momento.
Os delegados Lindomar Toffoli e Anderson Veiga foram removidos da Defaz, coincidentemente, após o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), denunciar que a delegacia estaria sendo usada politicamente pelo governador Mauro Mendes.
A Defaz está na investigação contra o prefeito por suposta compra de apoio de veradores para cassar o seu oposicionista Abílio Junior (PSC). Na denúncia, Pinheiro afirma que o delegado-geral da Polícia Civil, Mário Demerval, pressionou os delegados da Defaz, Anderson Veiga e Lindomar Toffoli, para “agilizar” a investigação
A direção da Polícia Civil dá outra versão. Segundo nota divulgada nesta quinta-feira (5), “as mudanças foram tomadas diante da necessidade de adequar a estrutura para o funcionamento da nova unidade recentemente criada, a Deccor, cujas atribuições estavam anteriormente sob competência da Delegacia Fazendária e que, a partir de agora, atuará exclusivamente com investigações de crimes tributários”.
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