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Comissão de Ética emite parecer até 2ª: “preocupação é não cometer injustiça”

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Patrícia Sanches e Camila Ribeiro
RD News
Comissão de Ética da Câmara de Cuiabá, presidida por Lilo Pinheiro (PDT), deve se manifestar até segunda (11) sobre os pedidos de afastamento imediato e de abertura de processo disciplinar do vereador Marcos Paccola (Republicanos), por quebra de decoro parlamentar, no caso da morte do agente do sistema socioeducativo Alexandre Miyagawa, de 41 anos.
Segundo Lilo, há dúvidas, por exemplo, se cabe ao grupo analisar o afastamento de Paccola ou se essa solicitação será devolvida para que a Mesa Diretora e submetida de imediato ao plenário para votação. “A gente não pode agir em cima do impulso, vamos agir em cima da verdade real que será apresentada pela DHPP”, diz Lilo à imprensa.
O grupo de trabalho também vai se posicionar sobre a possibilidade de abertura de procedimento disciplinar legislativo contra Pacolla, que poderá culminar em várias punições, sendo a cassação a mais severa delas. Os dois pareceres serão concluídos até segunda e a expectativa é de que na terça (12) os vereadores votem.
Apesar da celeridade na análise preliminar, o desenrolar de possível procedimento legislativo disciplinar contra Pacolla deve ter uma “pausa” e só vai andar após a conclusão do inquérito policial sobre a morte do agente que tramita na Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DPPP) – o que deve coincidir com o fim das “férias” dos vereadores. “A preocupação maior é não cometer nenhum tipo de injustiça, então vamos embasar em cima da verdade real que será apresentada pelos delegados”, reforça Lilo.
Os pedido de afastamento e cassação foram protocolados pela vereadora Edna Sampaio (PT) nessa segunda (4). Em entrevista à imprensa, a petista ressalta que todos os parlamentares estão afetados com a situação e que o assunto deve ser tratado com muito respeito porque a tragédia envolve duas famílias, a da vítima fatal ( Japão), e também a de Paccola.
Caso
Alexandre, conhecido pelos amigos como “Japão” foi morto na sexta (1º). Ele estava acompanhado da namorada Janaina Sá, que afirmou que a vítima estava com a arma guardada no coldre a todo momento. Paccola, por sua vez, alega legítima defesa.
Ele diz que determinou ao seu assessor para que recolhesse a arma do agente do chão logo após os disparos, em razão da suposta instabilidade emocional da namorada. A revólver, segundo o vereador, estava ao lado da mão direita do agente.
As duas versões foram apresentadas são investigadas pela Polícia Civil que abriu inquérito para apurar o caso e o delegado Hércules Batista Gonçalves está à frente das investigações.

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