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DÉFICIT BILIONÁRIO: Estado alerta que pode enfrentar “crise grega” se não aprovar Reforma da Previdência

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ALLAN MESQUITA
Folha Max
Em meio aos embates para aprovação da segunda etapa da Proposta de Emenda à Constituição da Reforma da Previdência dos servidores de Mato Grosso, o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, alertou que o Estado corre risco de enfrentar uma enorme crise fiscal, assim como ocorreu na Grécia em 2009, diante do acumulo do déficit público. A PEC enviada pelo Executivo foi aprovada em primeira votação no último mês, mas vem sendo protelada para votação final, já que não há um consenso da Assembleia Legislativa.
“Esperamos que esse texto seja aprovado para que tenhamos um caminho de sustentação fiscal e não aconteça em Mato Grosso aquilo que aconteceu em outros países, como por exemplo na Grécia”, explicou o secretário, em entrevista ao programa Resumo do Dia nesta terça-feira (11).
A tramitação da PEC deveria ser concluída no último dia 31 de julho, mas foi adiada para agosto após o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), suspender as sessões por 18 dias.
De acordo com o Executivo, a reforma deve equilibrar o sistema previdenciário de Mato Grosso. “Nós temos um regime hoje que é deficitário em R$ 27 bilhões e se não fizermos nada, esse déficit vai aumentar ainda mais. Vai chegar um ponto que não vamos ter recursos para pagar as aposentadorias e pensões mais à frente. Com um país que já tem uma carga tributária de quase 40% de tudo que se produz, não há mais espaço para aumentar impostos para cobrir o pagamento dos benefícios no setor público”, complementou.
Atualmente, os parlamentares tentam entrar em acordo com relação as 96 emendas apresentadas por Lideranças Partidárias e pelo Fórum Sindical, que reúne todas as categorias de servidores do Executivo. Entre elas, está a mudança em regras que estabelecem o cálculo do benefício a partir das 80% maiores remunerações e a redução do pedágio de 100% para 50% do tempo que o servidor precisaria para completar os 35 anos de contribuição para aposentadoria. Apesar do empasse, Gallo sinalizou que o Estado está flexível com as negociações. “Está sendo colocado de forma muito republicana e democrática esse projeto que é importantíssimo para a vida dos servidores públicos e também para recuperação fiscal de Mato Grosso. Já existe alguns pontos que foram articulados desde primeira votação”, concluiu.

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