Gustavo Sampaio
Jornal da Cidade
O Sindicato dos Atletas de SP enviou um ofício à CBF ameaçando solicitar paralização do Brasileirão, caso a entidade não reveja os protocolos pré-jogo. A reinvindicação vem após o jogo Goiás x São Paulo que seria válido pela primeira rodada do Brasileirão, foi adiado faltando 10 minutos para o inicio da partida, jogadores do São Paulo e trio de arbitragem fizeram o trabalho de aquecimento, estavam uniformizados já no campo de jogo quando foram informados do pedido do Goiás de adiantamento do jogo após a contraprova dos exames testaram 9 positivos do elenco Esmeraldino.
O Sindicato usa como exemplo os protocolos estabelecidos na Alemanha, que obrigavam as delegações envolvidas nas partidas a estarem de quarentena por até sete dias antes da data do jogo, para que houvesse tempo hábil da realização dos exames e conhecimento dos resultados. Outro exemplo citado foi a “bolha” que a NBA criou para que fossem retomados os jogos da temporada. Os jogadores, comissões e demais funcionários estão alojados num complexo da Disney, e estão vivendo exclusivamente em razão de treinos e partidas.
A CBF já havia anunciado mudanças após a falha no protocolo. A entidade passou a permitir o teste de todos os jogadores inscritos pelo clube no torneio (até 40 por clube), antes eram apenas 23. Agora os exames podem ser feito em laboratórios locais e não apenas no Hospital Albert Sabin de São Paulo que estava concentrando os exames.
– Nos baseamos em uma norma do CDC (Centro de Controle de Doenças) dos EUA, já aceita pela OMS. Essa norma prevê que, após um exame PCR positivo, o isolamento de dez dias é suficiente para liberar o paciente – disse o médico Jorge Pagura, que chefia a comissão da CBF.
Pela Série B, o jogo entre Chapecoense x CSA teve que ser adiado após o time alagoano testar 18 jogadores infectados com o COVID-19.




