Allan Mesquita
Gazeta Digital
Buscando emplacar sua candidatura à presidência da República pelo PSDB, o ex-senador Arthur Virgílio Neto lamentou a crise econômica que se instalou no país com o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Durante entrevista ao programa Tribuna (rádio Vila Real 98.3 FM) nesta sexta-feira (22), o político teceu criticas à atual administração e alertou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, terá trabalho para substituir os quatro secretários que pediram demissão dos cargos na quinta-feira (21), alegando motivos pessoais.
“O Brasil hoje amanheceu com uma crise terrível. Saíram mais 4 pessoas da equipe econômica e isso é de uma gravidade enorme. Fica difícil você conseguir substitutos a altura diante da condição salarial, já que eles ganham absurdos no mercado financeiro enquanto a remuneração do serviço público é deprimido. Não sei como Guedes vai fazer”, destacou.
Arthur concedeu entrevista na sede do Grupo Gazeta durante a manhã e abriu a conversa justamente comentando sobre a saída dos quatro secretários que comandavam a área fiscal do Ministério, ou seja, os setores diretamente relacionados com os gastos públicos.
Diante da crise, Bolsanaro alegou “confiança absoluta” no ministro da Economia, Paulo Guedes, e acrescentou que seu governo não fará “nenhuma aventura” na economia. No entanto, Arthur Virgílio vê a atuação do presidente na contramão do que ele mesmo defende.
Para o ex-prefeito de Manaus, o país precisa de um gestor experiente. “É preciso de experiência para governar o país. A gente não pode apostar porque isso não é uma roleta e não estamos num cassino clandestino”, complementou.
Virgílio disputa internamente no partido para ser candidato do PSDB à Presidência da República, e busca o mesmo espaço que seus correligionários, o governador de São Paulo, João Doria, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
Arthur avaliou sua trajetória nos últimos dias como altamente positiva e bem recebida pelos militantes e lideranças tucanas. Ao final, o político acrescentou ainda que busca construir um apoio sólido e sugeriu que a ala bolsonarista do PSDB deixe o partido.
“Primeiro eu tenho que lutar para ser o escolhido. Segundo, o PSDB é oposição ao presidente, embora exista uma ala bolsonarista que eu sinceramente que eu gostaria que saísse do partido. Que fique com 12, ou 8, mas que fique com soldados fiéis”, ponderou.
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