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Maria Helena é eleita presidente do TJ; Maria Aparecida será vice

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THAIZA ASSUNÇÃO
Midia News
A desembargadora Maria Helena Póvoas foi eleita presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso para o biênio 2021/2022. Ela recebeu 15 dos 29 votos.
A escolha foi feita na tarde desta quinta-feira (26), em sessão administrativa do Pleno do TJ. Por conta da pandemia, a sessão foi realizada por videoconferência.
Maria Helena será a segunda mulher a ocupar a presidência do Poder Judiciário mato-grossense. A primeira foi a desembargadora aposentada Shelma Lombardi de Kato no biênio 1991/1993.
Também concorriam ao cargo os desembargadores Luiz Ferreira da Silva (que recebeu 11 votos), Sebastião Moraes Filho (2) e Juvenal Pereira da Silva (1).
Para o cargo de vice-presidente, o Pleno elegeu a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro com 26 votos. Ela foi a única que mostrou interesse na vaga. Dois desembargadores votaram em branco e um nulo.
Já para o cargo de corregedor-geral da Justiça, o Pleno escolheu o desembargador José Zuquim Nogueira com 18 votos. Também concorria ao cargo o desembargador Pedro Sakamoto, que teve 10. Um desembargador votou nulo.
Currículo
Maria Helena Póvoas
Atual vice-presidente do Tribunal, Maria Helena Póvoas tomou posse no Poder Judiciário mato-grossense em 2005 como a primeira mulher na vaga destinada ao Quinto Constitucional pela Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso.
Antes, foi a primeira mulher a presidir a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) no biênio de 1993/1995 e triênio 1995/1997.
No TJ, atuou como presidente da Segunda Câmara Cível e presidente da Primeira Turma das Câmaras Reunidas.
Foi vice presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Estado no biênio 2013/2015 e eleita presidente do TRE para os anos de 2015 a 2017.
De família cuiabana, filha do advogado, historiador, professor e político Lenine de Campos Póvoas, diz que o pai a apoiou a cursar Direito, mas era inerente a ela essa vontade. “Sabia que era essa minha vocação”, conta.
Vinha do patriarca o maior incentivo para que ela se inscrevesse em concursos da magistratura, mas ela não o fez. “Não estava pronta e nem madura o suficiente para ingressar na magistratura ao sair da faculdade, apesar dos incentivos do meu pai”, avalia.
Morto em 2003, o pai não viu a filha assumir uma das cadeiras do Poder Judiciário em 2005. “Quando me senti preparada, concorri à vaga pelo Quinto Constitucional e me senti muito honrada por ter sido escolhida pelos meus pares”, revela.

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