Airton Marques e Jacques Gosch
Engajado em sua pré-candidatura ao Senado, o vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) se juntou a corrente “anti-Congresso” e tem convocado eleitores de Mato Grosso a participarem das manifestações em apoio ao presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido), marcadas para 15 de março em todo o país.
Em meio a tensão institucional entre o Executivo e o Congresso, nas redes sociais e grupos de WhatsApp, Pivetta não esconde sua indignação com deputados e senadores, por conta da emenda aprovada na Lei de Diretrizes Orçamentárias que obriga o pagamento de emendas de comissões e das emendas do relator do Orçamento na ordem de R$ 30 bilhões.
Tal emenda foi vetada por Bolsonaro, no entanto, o Congresso avalia se derruba ou não o veto.
Para Pivetta, que foi prefeito de Lucas do Rio Verde por três mandatos não consecutivos, execução orçamentária é ou teria que ser prerrogativa exclusiva do Executivo. “Nos mandatos que tive até hoje foi assim”, disse em um grupo de WhatsApp, nesta terça (26).
Além da emenda de R$ 30 bilhões, a Lei de Diretrizes Orçamentárias aprovada pelo Congresso para 2020 ainda prevê R$ 9,6 bilhões para emendas parlamentares individuais e R$ 5,4 bilhões para emendas de bancada. Todas elas há obrigatoriedade de pagamento.
“Qualquer bilhão em emendas, com raras exceções, viram obras periféricas, de baixo benefício social, geralmente superfaturadas e com negociatas”, afirma Pivetta.
Além disso, o vice-governador diz que o ato de 15 de março não é um movimento da extrema direita. Ainda comenta o vídeo que está sendo divulgado nas redes sociais, com imagens de diversos políticos, como os presidentes do Senado e Câmara Federal, Davi Alcolumbre (DEM) e Rodrigo Maia (DEM), respectivamente, ao som da música Pulso, do cantor e compositor Arnaldo Antunes. Para Pivetta, a peça não ultrapassa os limites da democracia.
“A democracia é garantida pelas instituições fortes e respeitadas. Se tiver desvio de algumas, precisa corrigir. A ida para a rua convocada aí (no vídeo), não é da extrema direita, é de qualquer cidadão com capacidade de se indignar com esse golpe de R$ 30 bilhões, que o Congresso quer aplicar na sociedade”, pontuou.
Por fim, o pré-candidato ao Senado avalia que será uma “incoerência”, caso Bolsonaro entre em acordo com o Congresso, liberando R$ 15 bilhões das emendas ao invés de R$ 30 bilhões.
Em Cuiabá, o ato está marcado para começar às 15h, na Praça das Bandeiras (avenida Historiador Rubens de Mendonça), em forma de carreata.
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