THAIZA ASSUNÇÃO
Midianews
Em breve discurso no seu retorno ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), o conselheiro Sérgio Ricardo afirmou que foi injustiçado, mas viu seu afastamento da Corte como um “livramento”.
O ex-deputado estadual disse que quer virar a página e se dedicar aos trabalhos no TCE.
“Muita gente espera um discurso triste, de mágoa, de injustiçado, mas não me considero assim. É página virada daqui para frente. Volto para cá melhor. Eu sou admirador de alguns personagens bíblicos e eles me dizem muito”, disse.
“Tem uma passagem [no Evangelho de] Mateus que fala assim: ‘Ninguém chega à terra prometida sem passar pelo deserto’. Cada um de nós tem os seus desertos para passar e, às vezes, cheio de injustiça, como foi meu caso e dos colegas aqui também”, acrescentou.
“Tem outra passagem também que diz que nem tudo são perdas, na grande maioria das vezes é livramento. Não considero o tempo que passei fora daqui como perda. Creio que tenha sido livramento para aprender mais, me preparar mais e hoje estar aqui. Tudo passou. É vida nova daqui pra frente”, afirmou.
As declarações foram dadas durante sessão na manhã desta quarta-feira (3), que elegeu o conselheiro José Novelli como novo presidente da Corte de Contas.
Sérgio Ricardo era o único dos cinco conselheiros afastados do TCE em 2017 – sob acusação de receber propina do ex-governador Silval Barbosa – que ainda não havia retornado.
Ele continuava fora do cargo em razão da acusação da compra de sua vaga no TCE pelo valor de R$ 12 milhões. O afastamento foi derrubado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no dia 21 de outubro.
Capital político
Durante o discurso, ele afirmou que o único capital que gastou para conseguir a cadeira foi “político”.
“Estou muito preparado para estar aqui e cheguei aqui por ser quem eu sempre fui. Essa cadeira é minha, é conquistada. O único capital que gastei para estar aqui foi o capital político, de credibilidade que tive dentro da Assembleia”, disse.
“Vim para cá por unanimidade dentro da Assembleia. Vim para cá por vontade de todos os deputados estaduais, que são àqueles que indicam a vaga da Assembleia para o Tribunal. Se existe legitimidad,e ela esteve aí. Esteve, justamente, na forma como fui conduzido para cá, na forma como conquistei essa cadeira”, completou.
Por fim, disse que só vai deixar o cargo aos 75 anos.
“Já faço um comunicado aqui: só sairei dessa cadeira, se a Constituição não mudar, aos 75 anos. Vai demorar um pouco para chegar. Então, a quem interessar, já fica aqui o comunicado”.
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