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ROTA FINAL 3: Deputado diz não entender ser alvo e garante que Gaeco não achou nada

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WELINGTON SABINO
Folha Max
Alvo da Operação Rota Final, que investiga um esquema de fraudes no edital do Sistema de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros do Estado de Mato Grosso e teve mais uma fase deflagrada nesta sexta-feira (14), o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM) alegou não saber por quais motivos é investigado. Em nota, o parlamentar confirmou a busca e apreensão de documentos e dispositivos eletrônicos em sua residência no município de Sinop (500 km de Cuiabá).
Dal Bosco disse que a situação causa “estranheza”, pois ele já tinha prestado depoimento ao Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e Núcleo de Ações de Competência Originárias (Naco), que atua na esfera criminal para investigar gestores com mandatos eletivos. Segundo ele, ao ser ouvido anteriormente, “se colocou a disposição para qualquer outro esclarecimento”.
O edital alvo de fraudes foi lançado pela Secretaria Estadual de Infraestrutura (Sinfra-MT), responsável pela concessão do transporte público intermunicipal de passageiros, um negócio de R$ 11,25 bilhões e já rendeu uma série de inquéritos instaurados pelo Ministério Público Estadual (MPE), e processos na justiça movidos tanto pelo MPE quanto por empresas e empresários que brigam pelos chamados “mercados”, que são trechos determinados segmentados por regiões para cada empresa operar no serviço de transporte intermunicipal.
No comunicado, Dal Bosco negou que seu gabinete na Assembleia Legislativa tenha sido alvo das diligências nessa 3ª fase da Operação Rota Final, onde os agentes cumprem ainda uma ordem de sequestro judicial de bens dos investigados até o montante de R$ 86 milhões, abrangendo vários imóveis, duas aeronaves (aviões), vários veículos de luxo, bloqueio de contas bancárias e outros bens necessários ao ressarcimento do prejuízo acarretado pela prática dos crimes.
“Houve apenas em sua residência particular em Sinop, da mesma forma que não houve sequer pedido de bloqueio de bens ou pedido de prisão contra o deputado”, diz a nota que observa ainda haver qualquer denúncia contra o deputado até o momento. A assessoria jurídica e de imprensa do deputado diz que ele não é réu no “processo”, mas vale observar que a investigação diz respeito a inquérito em andamento, que futuramente pode resultar na propositura de processo e denúncia contra os investigados.
“A busca e apreensão realizada na residência do parlamentar em Sinop visa encontrar documentos que poderiam ligar o parlamentar a ter qualquer relação com os acusados. Porém, nada fora encontrado, que conclua tal ligação do parlamentar aos envolvidos. Sendo assim, a defesa irá buscar informações junto ao processo judicial bem como, junto ao Gaeco-Naco, para saber quais foram as razões que levaram a tamanha exposição desnecessária para com o Parlamentar, além de outras medidas que entender serem necessárias”, consta na nota de esclarecimento.
A OPERAÇÃO
As diligências realizadas nesta sexta-feira fazem parte da 3ª fase da Operação Rota Final para cumprimento de ordens judiciais expedidas pelo desembargador Marcos Machado, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O empresário Éder Augusto Pinheiro, dono da empresa Verde Transportes teve um mandado de prisão decretado em seu desfavor. Sua defesa informou que ele vai se apresentar ainda nesta sexta-feira.
Éder Pinheiro é pontado pelo Ministério Público do Estado (MPE) como o chefe da quadrilha que tentou fraudar a licitação do transporte público intermunicipal. Outro alvo de buscas e apreensões foi o ex-deputado estadual Pedro Satélite (PSD) que buscou a reeleição no pleito do ano passado, mas só conseguiu ficar como suplente de deputado.
Outro alvo foi o presidente do Sindicato dos Empresários do Setor de Transporte Intermunicipal de Passageiros (Setromat), Júlio César Sales de Lima, que terá que usar tornozeleira eletrônica. O ex-deputado estadual Pedro Satélite também foi alvo de busca e apreensão.
Conforme o Gaeco, a investigação, iniciada na Polícia Judiciária Civil foi encaminhada, com autorização do Tribunal de Justiça ao membros da instituição ainda em 2019, onde foi concluída pelas autoridades policiais do Gaeco, com supervisão do Naco Criminal. O inquérito policial possui 47 volumes de elementos de informações. Mais de 20 pessoas são investigadas, dentre eles alguns empresários e dois parlamentares estaduais.

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