terça-feira, 29 setembro, 2026
25.4 C
Alta Floresta

SEM AUMENTO SALARIAL: AL mantém veto e governo derrota servidores do Tribunal de Justiça

Compartilhe:

Pablo Rodrigo e Allan Mesquita
Gazeta Digital
O governador Mauro Mendes (União) conseguiu garantir a manutenção do seu veto na Assembleia Legislativa (ALMT) e o arquivamento da proposta de reajuste salarial de 6,8% aos servidores do Poder Judiciário mato-grossense. Com isso, o aumento dos servidores não acontecerá após meses de tratativas e visitas ao plenário.
A decisão final foi de 12 votos a 10 pela manutenção do veto, após a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) ter aprovado um parecer contra o veto do governador. A derrota dos servidores ocorreu porque a votação foi de forma secreta, conforme estabelece o regimento interno. Com isso, o governo conseguiu reverter os votos que haviam aprovado o projeto por 15 a 4.
Desta vez, sem precisarem se manifestar, os deputados da base aliada decidiram acompanhar o governo e negar o aumento aos servidores do Judiciário.
Na justificativa do veto, o governador Mauro Mendes alegou inconstitucionalidade, afirmando que o aumento criaria despesas permanentes sem estimativa de impacto atualizada e sem apontar a fonte de recursos para custeá-las. De acordo com o Estado, o TJ já compromete 88,41% da sua receita com pessoal, ultrapassando o limite de alerta. Com o reajuste, Mato Grosso se aproximaria do teto de 95%, percentual considerado crítico para a estabilidade fiscal.
O Executivo também apontou falhas nos estudos apresentados pelo Judiciário, afirmando que não foram considerados itens obrigatórios, como aumentos vegetativos da folha, a Revisão Geral Anual (RGA) e a nomeação de novos juízes substitutos. Outro fator que pesou no veto foi o risco de um “efeito dominó”: a concessão de reajuste exclusivo ao Judiciário poderia gerar pressão por equiparação salarial em outros Poderes e carreiras do serviço público.
Segundo Mauro Mendes, sancionar o projeto colocaria em risco investimentos essenciais em áreas como saúde, educação e segurança pública, setores que, segundo ele, não podem ser sacrificados diante do cenário fiscal atual. Por fim, o governador ainda tentou se redimir explicando que o veto não é pessoal contra os servidores, mas sim uma necessidade de gestão financeira.
“Ressalte-se que não se trata de negar a importância da valorização remuneratória dos servidores efetivos do TJMT, mas de ordenar prioridades e assegurar que qualquer política de revisão salarial se dê de forma responsável, com base em estudos completos, previsão na LDO e na LOA e comprovada sustentabilidade orçamentária”, conclui.

Alta Floresta
chuva fraca
25.4 ° C
25.4 °
25.4 °
65 %
1.8kmh
83 %
ter
38 °
qua
42 °
qui
40 °
sex
38 °
sáb
39 °

Últimas notícias

Artigos relacionados

SÉRIE B: Jogadores do Cuiabá tiveram gastroenterite em Maceió

Gustavo Sampaio Jornal da Cidade O Cuiabá foi derrotado pelo CRB por 3x0 no último domingo em Maceió. A derrota...

Polícia Militar localiza Fiat Strada furtada na MT-325 em AF

Notícia Exata Um veículo Fiat Strada que havia sido furtado anteriormente foi localizado abandonado na manhã de sábado (26),...

Use o E-Título – II

  O E-Título pode ser usado como documento de identificação, mas o eleitor que usar o título impresso obrigatoriamente...

FAVORITOS DERROTADOS Disputa por duas vagas ao Senado tem histórico de reviravoltas em MT

João Freitas Gazeta Digital Disputa por duas vagas ao Senado em Mato Grosso carrega, desde a redemocratização, um histórico de...