Gustavo Sampaio
Jornal da Cidade
Apesar do discurso firme e irredutível do presidente da FMF Aron Dresh, o retorno dos jogos do campeonato estadual não é unanimidade entre os dirigentes dos 10 clubes da primeira divisão do Campeonato Mato Grossense. O Cuiabá tem maior montante financeiro disponível (cerca de R$6 milhões), por disputar a Série B do Brasileirão esta disposto a voltar os jogos, assim como Poconé e Luverdense. Os dirigentes de Nova Mutum, Operário VG e Dom Bosco pregam cautela no momento de definição. União de Rondonópolis e Sinop pregam pelo fim da competição. O único discurso em sintonia é sobre os rebaixados Mixto e Araguaia, nenhum clube quer que o campeonato seja cancelado e que os dois clubes rebaixados permaneçam na primeira divisão através do tapetão.
A maior dificuldade exposta pelos clubes, mesmo aqueles que são a favor do retorno dos jogos, é a questão financeira vivida pelos clubes do estado. Alguns dirigentes defendem a ideia de que as vagas para os torneios nacionais sejam decididas na Copa Federação Mato Grossense que acontece no segundo semestre. O torneio é focado na “base”, tem idade limitada aos jogadores sub-21, podendo serem inscritos 3 jogadores até 23 anos. Porém, Dresh refutou a ideia, já que a CBF não aceitaria que as vagas fossem decididas num torneio de categoria de base. O presidente segue a espera das recomendações da CBF e também atento ás movimentações das outras federações sobre os passos a serem tomados para o retorno do futebol.
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