Por Arão Leite
Alta Floresta – Uma operação que envolveu as Polícias Civil da cidade de Paranaíta e Apiacás, Regional de Alta Floresta em Mato Grosso e apoio da Polícia Civil da cidade de Itaituba, estado do Pará. Foi com esse aparato, aliado a um grande grupo de agentes de segurança, informações do serviço de inteligência e cinco dias de campana para chegar ao paradeiro de Wilson Campanharo. O homem de 56 anos, autor da morte de Gilmar Francisco de Oliveira.
O trabalhador que era funcionário da Energisa, concessionária de energia do estado de Mato Grosso, foi morto com um tiro de espingarda no dia 24 de junho de 2017. Naquela ocasião, conforme denúncia do Ministério Público, o autor do crime ficou esperando em campana a vítima que não teve qualquer chance de defesa e morreu logo que recebeu o disparo.
Gilmar estava fazendo a religação de energia do assassino que ficou bravo horas antes quando aconteceu o corte. Depois de cometer o crime, o consumidor fugiu. No dia 23 de novembro último, mesmo estando foragido, foi à Júri Popular no Fórum da Comarca de Paranaíta e na ocasião, foi condenado há mais de 16 anos de reclusão. Mas o réu seguido sem paradeiro certo.
Rastreado
Mas a Delegada Paula Barbosa, titular da Delegacia de Paranaíta desde o primeiro semestre desse ano, fazia questão de elucidar o caso que apontou como prioridade desde que assumiu o posto. “Era uma questão de dar uma resposta à sociedade paranaitense e aqui está, o assassino preso”, declarou a autoridade policial que agradeceu aos policiais de outras delegacias como Regional de Alta Floresta, Municipal de Apiacás, Núcleo de Inteligência e Polícia Civil do estado do Pará. “Foi através dessa mobilização que chegamos à informação de que ele estaria na cidade de Itaituba. Ficamos 5 dias em campana até prendê-lo”, comemora.
“Esse é um caso que chocou a cidade de Paranaíta, a região e quando tomamos conhecimento, deixamos bem claro que era questão de honra para nós encontrar o autor do homicídio e prendê-lo, para mostrar à família que Justiça está sendo feita”, justificou a delegada. “Sabemos que o Gilmar não volta, mas para a família é um alívio sabendo que ele foi preso e aguardar agora que pague pelo crime que cometeu”, declarou a mãe de Gilmar.
O preso deve chegar à Cadeia Pública de Alta Floresta neste final de semana.
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