Gustavo Sampaio
Jornal da Cidade
Na fase de grupos o Vozão não empolgou, foram 14 pontos em 24 disputados (8 jogos), sendo 3 vitórias e 5 empates e o segundo lugar no Grupo B. A defesa continuava sólida, o problema era o ataque, ou a efetividade na hora de finalizar as jogadas. Nas quartas de final o Ceará venceu o Vitória, que é o maior vencedor da Copa do Nordeste, a vitória por 1×0 no Castelão deu novo ânimo ao grupo de jogadores. Na semifinal o clássico contra o Fortaleza e nova vitória por 1×0.
A final foi contra o Bahia e foi disputada em dois jogos. No primeiro duelo, Fernandão abriu o placar para o Bahia, mas o Ceará reagiu com Fernando Sobral, Mateus Gonçalves e Cleber e venceu por 3×1. Tendo a vantagem de perder por um gol de diferença ou de qualquer empate, o Ceará estava mais confortável no segundo jogo da final e soube administrar a vantagem adquirida no primeiro jogo. Cléber, atacante de 23 anos contratado junto ao Barbalha que substituiu Rafael Sóbis machucado, foi decisivo marcando nos dois jogos da final, no segundo jogo marcou o único gol da partida, o do título do Vozão.
Além do título, o Ceará contou com o artilheiro da competição, o atacante Vinicius. O título regional consagra do trabalho do técnico Guto Ferreira que caiu nas graças da torcida, na internet a torcida do Ceará compara o técnico ao já consagrado Pep Guardiola. O Ceará chega com mais definições ao Brasileirão, principalmente na defesa que é formada pelo goleiro Fernando Prass, os zagueiros Luiz Otavio e William Klaus e os laterais Bruno Pacheco e Samuel Xavier. Em outras áreas do time ainda se destaca o meio de campo Fernando Sobral, à quem o técnico Guto Ferreira chama de “puro sangue”, o volante Charles, o atacante Vinicius e Rafael Sóbis.
O Ceará agora volta as atenções para a estreia do Brasileirão contra o Sport na Ilha do Retiro no dia 08.




