quinta-feira, 29 outubro, 2026
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ESCLARECIMENTO: Redimensionamento de escolas gera polêmica e leva gestores à explicação

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Por Arão Leite
Alta Floresta – O redimensionamento em 23 escolas do estado se tornou nos últimos dias uma polêmica no setor educacional. No município de Alta Floresta, a mudança que atinge professores e alunos era vista como uma decisão não aceita e comissões já eram montadas para discutir e até ingressar ação judicial junto ao ministério público para impedir tal ação.
Mas o estado através da Diretoria Regional de Educação explica que o redimensionar aos municípios 23 das 700 escolas do estado é apenas a prática de um projeto que já estava em estudo desde 2012 e que deve segundo o diretor da DRE em Alta Floresta, Clailton Perin, melhorar a qualidade de ensino e estrutura nas unidades.
O fato deverá acontecer gradativamente, mas o projeto prevê que a partir do ano que vem, “a rede estadual fará o atendimento dos alunos matriculados do 6º ao 9º ano, dos anos finais, e do ensino médio na zona urbana e rural. Duas Escolas em Alta Floresta poderão ser afetadas direta com a mudança, sendo uma delas a Escola Manoel Bandeira que passará a atender apenas alunos do primeiro ao quinto ano. Já na Zona Rural, no Setor Sul, o estado prometeu recurso para a construção de uma unidade ao município de Alta Floresta. “Com certeza vamos ganhar em melhoria e qualidade”, analisa o prefeito.
A Secretária de educação do município assegurou que toda a alteração jamais prejudicará professor e muito menos os alunos. O mesmo disse o diretor regional de educação ao salientar que “às vezes pessoas falam sem o conhecimento e provocam a polêmica, mas que as alterações são resultado de estudos e agora só passa a acontecer a prática, mas que o estado não deixará de arcar com suas responsabilidades e sim, trabalhará em sintonia com o município.
Conforme aprofundou o secretário de estado, Alan Porto. O que será feito é investimento. “Há anos a educação pública de Mato Grosso vinha sendo penalizada com salas ociosas, prédios precários, prédios sucateados e alugados, além de estudantes dentro de contêiner usado como sala de aula de forma inapropriada e até desumana. É essa realidade que estamos mudando em parceria com os municípios”, acrescentou.
A medida também visa atingir melhores indicadores do desempenho da aprendizagem, com realocação dos estudantes para unidades com índices mais elevados. Nos casos da cessão aos municípios, o Governo dará todo suporte, inclusive financeiro, como ocorre em algumas cidades do estado.
“O reordenamento das estruturas físicas inclui a cessão de uso das referidas escolas aos municípios, transferência de alunos para outras unidades e entrega dos prédios alugados pela Seduc”, Finalizou

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