Entidade atende quase 100 alunos, mas enfrenta dificuldades financeiras
Por Arão Leite
Alta Floresta/MT – O vice-presidente da Apae Alta Floresta, Marcelo Weber, revelou nesta sexta, que a entidade mantenedora da Escola Helena Augusta, atendendo quase 100 alunos tem sofrido às consequências da falta de repasses do governo do estado. De acordo com ele, apenas o dinheiro do convenio com o município, doações e promoções realizadas pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais não tem sido possível preencher necessidades como o pagamento de seis professores do estado.
O valor para pagamento dos profissionais é mais de 10 mil reais ao mês e no ano de 2019 o convênio com o estado não foi firmado. “Eles estão sem receber desde janeiro e mesmo assim, trabalhando, atendendo. Mas isso não sabemos até quando, pois temos a informação de pessoas com dificuldades”, revela o vice-presidente.
Na Apae em Alta Floresta são cerca de 30 servidores. O setor de educação do município fornece 16 profissionais. Outros dois são cedidos pela pasta da saúde e uma parte é da própria entidade que dispões de uma das maiores e melhores estruturas do estado, com grande refeitório, sete salas de aulas atendendo em dois turnos, transporte escolar para buscar e levar os alunos, sala de fisioterapia, laboratório de informática, brinquedoteca, piscina, quadra poliesportiva e um custo operacional que gira em torno de 700 mil ao ano. “Fazemos muitas promoções e recebemos muita doações. Mas esse repasse que o governo não tem feito é muito importante e não sabemos o que pode ocorrer se deixar se acontecer”, comentou.
O estado até o momento não se manifestou sobre a situação da Apae em Alta Floresta, que não é a única. No Mato Grosso há mais casos de Apaes ameaçadas de fecharem as portas. “E se isso acontecer, quem vai cuidar dessas crianças que precisam de um atendimento ainda mais especial”, concluiu.




