Gustavo Sampaio
Jornal da Cidade
O Flamengo apresentou oficialmente Jorge Sampaoli como novo técnico do time, na tarde de segunda-feira (17), no Ninho do Urubu. O “namoro” entre clube e jogador vem de outros carnavais, mas só agora foi concretizado. Entre outros motivos porque, para Sampaoli, treinar o Rubro-Negro se tornou uma prioridade pessoal.
“Passaram muitas oportunidades para vir aqui. Para mim, hoje, era o plano A de escolha. Mais que qualquer proposta da Europa, decidi ficar aqui. Coincidiram as possibilidades e sou agradecido pela oportunidade” – disse o técnico.
Jorge Sampaoli é argentino de nascimento e criação, mas seu sucesso começou no futebol do Chile, a partir de 2011, quando conquistou a Copa Sul-Americana com a Universidad do Chile – na campanha, eliminou o Flamengo nas oitavas de final com direito a uma goleada por 4 a 0 no Rio de Janeiro. Em 2012, assumiu o comando da seleção chilena e conquistou em 2015 a primeira Copa América da história do país, eternizando seu nome no cenário esportivo. Em 2016, teve a primeira chance na Europa, no comando do Sevilla. A passagem foi rápida, e o destino seguinte foi a seleção da Argentina.
Na Gávea, o treinador é credenciado pelo estilo de jogo, a experiência no futebol brasileiro e o entusiasmo do presidente Rodolfo Landim. Em 2019, no comando do Santos, ele foi o maior desafiante do Flamengo de Jorge Jesus e terminou o Brasileirão na vice-liderança. No ano seguinte, levou o Galo ao terceiro lugar.
Os resultados positivos no Brasil o levaram de volta à Europa. Primeiro ao Olympique de Marselha, da França, onde ficou por pouco mais de uma temporada, teve bons números e pediu demissão após desentendimento com a diretoria. O último trabalho foi uma volta ao Sevilla, mas a passagem durou apenas cinco meses. Ameaçado de rebaixamento, o clube demitiu Sampaoli no dia 21 de março.
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