Gustavo Sampaio
Jornal da Cidade
A notícia que tem movimentado os jornais, programas de Tv e bastidores do futebol, é a de que o argentino Lionel Messi teria comunicado a diretoria do Barcelona que não pretende continuar no clube na próxima temporada. A “bomba” surge depois de uma goleada dolorida sofrida diante do Bayern de Münique, mas a situação já não vem das melhores desde o início do ano de 2020.
No início da temporada 19/20 o Barcelona tentou repatriar Neymar, Messi inclusive ligou e estava em constante contato com o jogador brasileiro por mensagens, o argentino acreditava que Neymar seria seu sucessor e que juntos poderiam trazer a Champions League para o Camp Nou. A negociação acabou não se concretizando, mas Messi não saiu satisfeito, o camisa 10 e capitão do time ficou com o sentimento de que a diretoria não fez tudo o que estava ao alcance. A montagem do elenco para a temporada que se iniciava não agradou aos veteranos do Barcelona, isso porque a diretoria já vinha em litigio com o então técnico Ernesto Valverde, que só foi mantido no cargo graças a conquista da La Liga e o elenco estava ao seu lado. Em janeiro o técnico foi demitido, e o diretor-técnico e ex-jogador do clube Eric Abidal, disse publicamente que a demissão se deu pelo fato de que o grupo de jogadores estava reclamando do modo de trabalho de Valverde. Messi então fez o que não costuma fazer, veio a público e confrontou os dizeres de Abidal, pedisse que desse nome aos fatos para que não sujasse no nome do grupo com mentiras. Quique Setién não conquistou o grupo de jogadores, não melhorou o jogo do Barcelona e sua comissão técnica entrou em atrito com as lideranças dentro do elenco. Após a derrota para o Osasuna que deu o título da La Liga ao Real Madrid, Messi disparou “tudo que a gente viveu desde janeiro tem sido muito ruim”, era o prenuncio de uma tragédia maior. Em fevereiro de 2020 circularam rumores de que a diretoria do clube teria contrato uma empresa de assessoria para defender o presidente Josep Bartomeu e atacar jogadores em redes sociais, o assunto gerou mal estar dentro do clube. Veio a pandemia e um novo atrito entre elenco e diretoria, o assunto foi a redução salarial dos atletas enquanto não houvesse jogos. A demora em uma definição fez alguns meios de comunicação informarem que os jogadores não tinham aceitado a proposta. Messi mais uma vez deu a cara para bater, pediu respeito ao elenco e que não falassem sobre assuntos das quais não se tem total conhecimento. O elenco negociava com a diretoria a redução de 70% dos vencimentos, desde que nenhum funcionário fosse demitido. Abidal e Setién foram demitidos, e Koeman foi anunciado como treinador. Sua primeira entrevista falava sobre reformulação, seu primeiro ato foi dispensar o terceiro maior artilheiro do clube catalão, o braço direito de Messi no ataque, Luiz Súarez. A dispensa do uruguaio teria sido a gota d’água para Messi, que segundo fontes seguras já teria ligado para Pep Guardiola (técnico do Manchester City), e posteriormente avisado a diretoria do Barcelona de que não permaneceria para a próxima temporada. A rescisão contratual de Messi é de 700 milhões de euros e se for mesmo acontecer não deverá ser de forma pacífica, já que a diretoria trabalha para a permanência de um dos maiores jogadores de todos os tempos.
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