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OPERAÇÃO CRISTALINO: Batalhão Ambiental destrói 7 balsas no Rio Teles Pires em AF

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Por Arão Leite
“Após levantamento da inteligência, desencadeou-se a Operação Cristalino, no sentido de realizar a vistoria e a fiscalização das Balsas de extração de minérios de forma irregular na região da UC Cristalino (Zona de Amortecimento)”. A explicação é da Polícia Militar, Batalhão de Proteção Ambiental, que na quinta-feira interditou e ateou fogo em várias balsas de mergulho na região do Porto de Areia, no Rio Teles Pires.
Quatro equipes comandadas por um major e ainda constituídas de um subtenente, quatro sargentos, um cabo e seis soldados fortemente armados chegaram à região conhecida como Boca Quente e já renderam vários trabalhadores, fazendo a detenção de alguns e aplicando multa a quem constatasse como responsáveis pela extração ilegal de ouro em área proibida, uma vez que segundo informações, o trecho do Rio Teles Pires onde foram fiscalizar é Reserva de Proteção Permanente do Cristalino.
“Ao todo foram fiscalizadas 7 balsas que estavam em pleno funcionamento. No momento da aproximação – da Polícia Ambiental – , vários garimpeiros evadiram de suas balsas. Porém, logramos êxito em localizar os responsáveis por duas das balsas. Em uma delas foram localizados 8 indivíduos, sendo apenas dois conduzidos como responsáveis pela embarcação por falta de meios. Já em outra abordagem fora detido 01 indivíduo responsável por outra embarcação”, informou o Batalhão da PM Ambiental por meio de Nota à Imprensa.
E ao finalizar a Nota, o Batalhão Ambiental disse que os garimpeiros estariam atuando em área que não é permitida a atividade. “Após vistoria e constatação que as 7 balsas estavam em pleno funcionamento, estas foram apreendidas e por não ter meio de removê-las daquela região, todas foram inutilizadas através dos meios necessários”, explicou a Polícia Militar Ambiental ao tentar justificar a destruição das estruturas.
Prejuízo aos trabalhadores e crime ambiental
Muitos garimpeiros perderam a estrutura que tinham para trabalhar. Por outro lado, ribeirinhos registraram no leito do Rio Teles Pires, manchas de óleo por quilômetros e várias cortinas de fumaça das balas destruídas por tiros e incêndio provocado pelas equipes de fiscalização. “A gente queimar lixo não pode, mas olha aí a fumaça, o que eles fazem. Isso pode?”, questionou um ribeirinho.
Nesta sexta-feira a informação que chegava anunciava que equipes do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA) deve continuar com as ações em toda a região.

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