Por Arão Leite
Alta Floresta/MT – A Cadeia Pública de Alta Floresta, atualmente com quase 200 detentos, pode ser interditada em razão da pandemia do coronavírus. A medida de prevenção ou até de contenção foi pedida pela Defensoria Pública da Comarca, por meio dos defensores Paulo Marquezini e Vinícius Ferrarin Hernandez.
De acordo com documento, o pedido de interdição proíbe a entrada de novos presos, assim como pode liberar reclusos com doenças crônicas, considerados do grupo de risco ao coronavírus, que cumpram suas penas de forma domiciliar ou em casa.
A medida segundo os defensores, foi depois de receber ofício do presídio informando que 3 agentes penitenciários foram afastados de suas funções devido a suspeita de estarem contaminados com a covid-19 e de que também três reclusos da Cadeia Pública de Alta Floresta apresentaram sintomas do novo coronavírus. Um detento inclusive teria sido encaminhado ao Hospital Regional onde deu entrada na ala exclusiva para pessoas com suspeita da doença.
Os defensores se mostram preocupados com a situação, alegando que, apesar dos sintomas apresentados por agentes prisionais, não foram feito exames nos demais servidores da polícia penal em Alta Floresta, quais estariam trabalhando normalmente. “Até o presente momento , não foram realizados testes de PCR , testes rápidos e testes definitivos em todos os agentes penitenciários (que, pela convivência diária , podem ter se contaminado uns aos outros)”, disseram.
A mesma justificativa foi dada em relação ao presídio onde 189 presos estão pagando suas penas e segundo os defensores, correndo risco de contrair o vírus, por estarem aglomerados, numa estrutura fechada. “Também não foram testados os reclusos que apresentam sintomas gripais e nem aqueles que pertencem ao grupo de risco. “há 3 reclusos com suspeita de covid-19. Também não foram testados os reclusos da cela B , local em que estava o recluso que apresentou sintomas . Verifica-se que, por não terem sido realizados testes em todos os agentes penitenciários, nos reclusos do grupo de risco, e nem nos presos ocupantes da cela B, não se sabe a situação epidemiológica da Cadeia Pública de Alta Floresta. Como é sabido, no caso da Cadeia Pública de Alta Floresta, atualmente são cerca de 189 presos para um número de 63 vagas, segundo dados atualizados pela própria instituição”.
“Mais do que isso, a pedido da Defensoria Pública, foi determinada por este juízo a interdição parcial do estabelecimento, ainda em junho de 2019, com fundamento na superpopulação carcerária e impossibilidade física e humana de se manter com dignidade tamanha população prisional”, justificaram os defensores que aguardavam nesta sexta a resposta do juízo da Comarca de Alta Floresta.
PRECAUÇÃO CONTRA A COVID-19: Defensoria pede interdição da Cadeia Pública de Alta Floresta
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