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QUESTÃO ELEITORAL: Janaina não vê ‘clima tenso’ entre Botelho e Mauro e descarta CPI da Saúde

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Yuri Ramires e Pablo
Rodrigo Gazeta Digital
Deputada estadual Janaina Riva (MDB) afirmou que não vê um “clima tenso” entre o presidente da AL, Eduardo Botelho e o governador Mauro Mendes. Ela também acredita que não há motivos para a casa instaurar uma CPI para investigar o secretário de Saúde Gilberto Figueiredo.
“Eu nunca vi um mau relacionamento onde as pessoas sentam duas, 3 vezes na semana igual Mauro e Botelho fazem. Não vejo um clima tenso, que é mais criado pela questão eleitoral do que, de fato, ele existe”, disse.
A deputada afirmou ainda que, por conta do período eleitoral, é mais natural que aconteçam discussões, mas que não há respingos na AL. “Vejo uma assembleia madura, diferente de antes”, ressaltou.
O “estranhamento” entre Mauro e Botelho tem como plano de fundo a eleição municipal de 2024 e as articulações do partido. Acontece que Botelho já se coloca como pré-candidato na disputa pela prefeitura de Cuiabá. Porém, Mendes – que é presidente do União Brasil em Mato Grosso -, declarou apoio ao atual chefe da Casa Civil, o deputado federal licenciado Fábio Garcia.
Com a falta de apoio dentro do União Brasil, tudo indica que Botelho deixe o partido para se filiar ao PSD.
Sem pretensão de CPI
Sobre uma possível CPI para investigar a gestão de Gilberto Figueiredo na Secretaria de Estado de Saúde, a deputada Janaina acredita que, por hora, não é preciso. A pasta foi alvo da Polícia Civil na Operação Espelhos e já indiciou 22 servidores por fraudes no contrato de prestação de serviços médicos.
Vale ressaltar que um requerimento pedindo a CPI já foi realizado na casa, mas apenas 6 deputados assinaram. Para a abertura da comissão, é preciso ter 8 assinaturas. “Muito difícil ter novas assinaturas. Nada nos levou a acreditar sobre o envolvimento do secretário Gilberto e esse era o único argumento para buscar uma CPI”, disse.
Para a deputada, enquanto a operação atinge apenas servidores que não são próximos – de forma hierárquica do secretário – que a polícia seja o principal meio de investigação.
“Nenhum relatório do Tribunal de Contas (TCE) é favorável ao que foi feito durante a pandemia, nada do que foi feito está de acordo com o que deveria”. Porém, ela ressaltou que durante o período, cobrava do secretário celeridade. “Minha posição é pessoal. Não vejo porque uma CPI na AL para tratar da Saúde em MT e ainda temos um problema em Cuiabá que não foi resolvido”.

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