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SUPLEMENTAR AO SENADO: Preferência do PSDB por Leitão incomoda Taques; tucanos tentam apaziguar ânimos

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Jacques Gosch e Patrícia Sanches
RD News
O primeiro ato do deputado estadual Carlos Avalone como presidente do PSDB de Mato Grosso, cargo que assumiu nessa quarta (12), foi procurar o ex-governador Pedro Taques para tentar acalmar o correligionário, que se sentiu desprestigiado com o aval do partido para o ex-deputado federal Nilson Leitão disputar a eleição suplementar ao Senado, marcada para 26 de março. Ocorre que Taques também tem interesse na vaga e considera que não teve a chance de sequer disputar a indicação partidária.
Avalone e Taques almoçaram juntos nesta quinta (23) no escritório de advocacia do ex-governador. O deputado estadual Wilson Santos, que é a liderança tucana mais próxima de Taques, também participou da reunião.
RD News apurou que Taques argumentou que quando a senadora Selma Arruda foi cassada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) não tinha interesse na disputa. Entretanto, mudou de ideia quando teve acesso a uma pesquisa qualitativa em que apareceu bem colocado nas intenções de voto, apesar de ter sido derrotado em primeiro turno, ficando na terceiro colocação, ao tentar se reeleger governador em 2018.
Já Avalone e Wilson lembraram Taques que quando ele expressou o desejo de disputar do Senado, Leitão já tinha o aval do PSDB e já estava trabalhando para se viabilizar. Além disso, deixaram claro que o nome de Leitão é praticamente unanimidade entre os correligionários e uma disputa na convenção poderia resultar em vexame histórico.
“Na verdade, o Pedro sabe o desgaste que trouxe do Governo. Está querendo se valorizar. Viu nessa eleição suplementar, a oportunidade de ressurgir politicamente”, ponderou um dirigente do PSDB que pediu para não ser identificado.
Enquanto isso, Leitão segue firme nas articulações. O tucano afirma que tem o apoio de dirigentes da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), de ministros do Governo Bolsonaro, de pelo menos 50 prefeitos e de lideranças de outros partidos, como o líder do Governo na Assembleia Dilmar Dal Bosco (DEM).

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