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UM ANO E DOIS MESES DEPOIS: Restos mortais encontrados em Paranaíta podem ser de jovem desaparecida

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Daniela Cordeiro Campos, desaparecida desde abril do ano passado pode ter sido assassinada

Por Arão Leite
Alta Floresta/MT – Uma jovem de 24 anos, desaparecida desde abril de 2018 pode ter sido vítima de assassinato. O marido, Ederson José Rodrigues, 25 anos, é apontado como principal suspeito. Restos mortais foram encontrado no final de semana em área de mata a cerca de 10 metros á beira da Rodovia MT-206, a cerca de dez quilômetros do núcleo urbano paranaitense. A Polícia Civil acredita que o cadáver seja da mulher, considerando as vestes e outros detalhes que deverão ser apontados em laudo pericial.
Delegado Marcos Lyra, a frente do Inquérito Policial, diz praticamente não ter dúvida de que Daniela Erica Cordeiro Campos foi morta e depois enterrada no local. “O short jeans, a blusa meio branca com alguns detalhes, corpo de uma mulher, estatura e outros detalhes, além das denúncias que recebemos, levam a crer que seja ela”, revelou a autoridade policial até lamentando o desfecho do caso. “Gostaríamos de tê-la encontrado com vida, mas infelizmente tudo caminha esse final trágico”, acentuou.
Daniela Erica era natural de Paranaíta assim como o marido Ederson. Os dois se casaram ainda cedo, adolescentes. A família diz que viviam juntos já há quase dez anos. “Mas de vez em quando largavam. Ele era muito ciumento, gostava dela demais, mas brigavam muito”, contou um tio ao ressaltar que por algumas ocasiões Daniela saía de casa e depois se acertava com o marido para acabar voltando.
Mas no ano passado, após outro episódio a mulher sumiu. Houve histórias de que Daniela pudesse ter fugido até com outra pessoa. Mas familiares e conhecidos passaram a procura-la e depois de muitas informações ao longo de um ano e dois meses, a Polícia Civil chegou ao local onde o corpo possivelmente da mulher foi enterrado em posição vertical, de cabeça para baixo. “O marido nega que tenha matado ela ou que tenha feito algo de mau. Mas vamos aguardar o resultado dos exames de DNA para confirmação da identidade e também do laboratório de antropologia (em Cuiabá) que deve nos apontar as causas da morte”, acrescentou o delegado.
O suspeito da morte de Daniela foi preso ainda na semana passada.

Foto: Arão Leite

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