Marcos Lemos
Diário de Cuiabá
A votação do projeto que concede reajuste de 6,38% aos servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) terminou em tumulto, discussões e acusações de erro na contagem de votos, durante a sessão desta quarta-feira (22), na Assembleia Legislativa.
O que deveria ser um ato protocolar acabou virando um embate político, com trocas de acusações entre deputados.
A proposta foi aprovada em primeira votação, após uma manhã de tensão marcada pela suspensão dos trabalhos por falta de quórum, pois parte dos parlamentares havia deixado o plenário para se reunir com o governador Mauro Mendes (União).
Quando a sessão foi retomada, à tarde, o clima esquentou com as galerias lotadas de servidores do Judiciário, que acompanhavam a votação e pressionavam pela aprovação do reajuste.
O placar registrou oito votos favoráveis, seis contrários e uma abstenção.
O deputado Paulo Araújo (PP) preferiu não se posicionar nem a favor nem contra, justificando que os servidores de todos os poderes deveriam ter os mesmos direitos.
A abstenção dele foi o único voto neutro da sessão.
O tumulto começou logo após a contagem dos votos.
O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), questionou o resultado e afirmou que o voto do colega Nininho (PSD) não havia sido computado.
O presidente da Casa, Max Russi (PSB), rebateu a acusação e manteve o resultado.
“A votação foi simbólica e seguiu o regimento. Não havia número suficiente de votos contrários no momento da contagem”, declarou.
A discordância levou a uma discussão acalorada entre Dilmar e Lúdio Cabral (PT), que defendeu a regularidade da votação.
O petista lembrou que havia solicitado a votação nominal, o que permitiria registrar o voto de cada parlamentar, mas o pedido foi negado pela Mesa Diretora.
“A votação simbólica foi legítima. Agora, querer mudar o resultado depois é inaceitável”, afirmou.
Com o ambiente tenso, o presidente Max Russi encerrou a sessão, confirmando a aprovação da matéria.
SEGUNDA ETAPA – A proposta ainda passará por segunda votação, antes de seguir para sanção.
Se confirmado, o reajuste será incorporado aos vencimentos dos servidores do TJMT, atendendo a uma reivindicação antiga da categoria.
O episódio reforçou o clima de divisão entre base e oposição dentro da Assembleia e evidenciou as disputas internas em torno da relação entre os poderes do Estado — um tema que deve continuar rendendo debates nas próximas sessões.
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