sábado, 2 maio, 2026
22.9 C
Alta Floresta

Em Sinop: Maquiadora acusada mandar matar marido e amante vai a júri na próxima semana

Compartilhe:

Só Notícias/Herbert de Souza
Será julgada, na quarta-feira que vem (dia 28), a maquiadora Cleia Rosa dos Santos Bueno, 37 anos, acusada de encomendar a morte do marido Jandirlei Alves Bueno, que teria sido executado pelo suposto amante dela, Adriano Gino. A mulher também seria responsável por contratar os irmãos José Graciliano dos Santos, 34 anos, e Adriano dos Santos, 23, para matarem Gino. Os crimes aconteceram entre 2016 e 2017.
Por determinação da Justiça, a sessão será realizada de forma híbrida, com a presença apenas de algumas pessoas no plenário. Os acusados, por exemplo, foram autorizados a participar do ato somente por meio de videoconferência. No final de junho, a defesa de Cleia chegou a entrar com um pedido requerendo a presença física da acusada no plenário, “alegando ser essencial para o legítimo direito de plena defesa”. A solicitação, no entanto, foi negada.
Além da juíza-presidente, Rosângela Zacarkim, estarão no plenário apenas auxiliares de Justiça, a Promotoria, defensores/advogados dos réus e jurados. Ao remarcar o julgamento, em maio, a magistrada ainda decidiu manter Cleia e os irmãos na cadeia.
O júri popular do caso já foi adiado três vezes. Inicialmente, Cleia e os outros dois acusados seriam julgados em 2 de dezembro do ano passado. No entanto, a defesa da acusada pediu a redesignação, pois não poderia comparecer ao julgamento, e o júri popular foi adiado para 10 de fevereiro deste ano. Naquela data, porém, com o retorno de Sinop à classificação de risco moderado de contágio da covid, o julgamento acabou novamente sendo postergado para 25 de maio. Na terceira vez, foi redesignado para 28 de julho.
Após o primeiro adiamento, a defesa pediu para desmembrar (separar) o processo para que os irmãos fossem julgados ainda em dezembro, apenas pelo homicídio de Adriano. O pedido, porém, não foi aceito pela Justiça.
Cleia é a única dos três que irá a júri popular por duplo homicídio. Pela morte do marido, ela vai a julgamento por homicídio qualificado, cometido por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Em caso de condenação, poderá ter a pena agravada se for reconhecida pelos jurados como a mandante do crime.
Pelo assassinato de Adriano Gino, a maquiadora vai responder em júri popular por homicídio qualificado, cometido de maneira cruel, mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima e para assegurar a ocultação e impunidade de outro crime, no caso, a morte de Jandirlei. Também responderá por ocultação de cadáver e poderá ter a pena aumentada, caso seja condenada, por ser a suposta mandante do assassinato.
Os irmãos José e Adriano, por outro lado, que teriam sido contratados pela maquiadora para matar Gino, irão responder por homicídio qualificado, cometido mediante promessa de recompensa, de maneira cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Também serão julgados por ocultação de cadáver.
A maquiadora é acusada de mandar o amante Adriano matar o marido e depois teria contratado José e Adriano, que trabalhavam como vigilantes no mesmo bairro onde ela morava, para matar o amante. Cleia e os irmãos foram presos no final de março de 2018 por policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf). Os irmãos levaram os investigadores até o local onde o corpo de Gino foi enterrado, em uma área de mata, na estrada Alzira. Ele estava desaparecido desde o dia 23 de dezembro de 2017. Na mesma vala, foi encontrada a motocicleta da vítima.
Jandirlei foi esfaqueado na residência do casal, no Jardim Florença, durante suposto latrocínio (roubo seguido de morte), que teria sido executado, segundo a polícia, pelo amante de Cléia. O marido da maquiadora foi atingido por dois golpes de faca, em outubro de 2016, e ficou internado por quase dois meses, porém, acabou falecendo. Na data do crime, a mulher contou à polícia que estava em casa, na companhia do esposo, quando foram rendidos por dois assaltantes. Na versão contada, Jandirlei teria reagido e sido esfaqueado.
Em alegações finais no processo, a maquiadora disse que não participou da morte de Jandirlei. Também pediu absolvição em relação ao crime de homicídio contra Gino. Já a defesa de Adriano dos Santos pediu a impronúncia do réu, afirmando que ele cometeu “crime impossível”, uma vez que o suposto amante de Cleia já estaria morto quando recebeu os golpes de enxada. Apontou também que José Graciliano é inocente e não participou do assassinato.

Alta Floresta
nublado
22.9 ° C
22.9 °
22.9 °
73 %
1.4kmh
100 %
dom
33 °
seg
29 °
ter
29 °
qua
30 °
qui
26 °

Últimas notícias

Artigos relacionados

JARDIM PANORAMA: Criança de cinco anos pede socorro à PM ao ver mãe sendo agredida

Por Arão Leite Alta Floresta – Era noite de terça-feira quando a Polícia Militar, durante rondas no Bairro Jardim...

DECOLANDO: Seduc abre inscrições para seleção de estudantes no Programa Estadual de Formação de Pilotos Civis

Laís Soares | Seduc-MT A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), em parceria com a Secretaria...

SUL-AMERICANA: Botafogo vence, Santos e São Paulo apenas empatam na 3ª rodada

Gustavo Sampaio Jornal da Cidade O Botafogo manteve a liderança do Grupo E ao se impor frente ao Independiente Petrolero...

REGIÃO DO SARARÉ: Mulher desaparece em área de garimpo e mobiliza buscas em MT

Vithória Sampaio Gazeta Digital Mislene de Souza, 37, está desaparecida desde o último sábado (25), em uma área de garimpo...