Por Arão Leite
Alta Floresta – Agentes da Polícia Federal, após uma semana da operação que destruiu cerca de 20 estruturas como balsas e chupões para exploração de ouro, voltaram a visitar o extremo norte de Mato Grosso. Só que dessa vez o alvo não foram maquinários no Rio Teles Pires, mas buscas em uma cooperativa –COOPERALFA -, ver como a entidade que representa a categoria, atua para a compra e distribuição de mercúrio.
Os federais amanheceram na frente da Cooperalfa em Alta Floresta, deixando dezenas de garimpeiros e suas famílias apreensivos. Os trabalhadores no momento já temiam que o foco da ‘visita’ dos agentes fosse interditar o funcionamento, mas o presidente da cooperativa, que acompanhou junto com advogados, a vistoria feita pelos policiais, aliviou apresentando que o mercúrio usado por eles foi compra totalmente legal, com nota fiscal. “Está aqui e não tem porque questionar”, mostrou Darci durante entrevista coletiva.
Mas os garimpeiros, que se concentravam na frente da cooperativa ainda se mostravam revoltados com tantas operações que deixam prejuízos de mais de 10 milhões de reais com a queima e destruição de 20 balsas e chupões. “Só queremos trabalhar. Não somos bandidos”, é o que dizia a maioria alegando que muitos atingidos pela destruição tinham documentos e foram surpreendidos com a chegada dos federais. “Não é fácil para ninguém. Trabalhadores tiveram prejuízo de 200 mil reais, 500 mil e até 700 ou 800 mil. Isso falando nos donos das balsas. E tem os funcionários desempregados e famílias para sustentarem”, detalhavam os trabalhadores.
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