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OPERAÇÃO MERCENÁRIOS: Ex-vereador, tenente-coronel Paccola é condenado a 4 anos de prisão

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Diário de Cuiabá
O tenente-coronel reformado da Polícia Militar, Marcos Eduardo Ticianel Paccola, foi condenado a quatro anos e seis meses de reclusão pelo crime de falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema de informações, com adulteração do registro de armas.
A condenação foi decretada pelo juiz da Vara Militar de Cuiabá, Marcos Faleiros, e divulgada na noite de sexta-feira (16)
Os fatos foram descobertos durante a Operação Coverage, uma das fases da “Operação Mercenários”, que investigou um grupo de extermínio que teria praticado ao menos sete mortes em Cuiabá e Várzea Grande, entre os anos de 2015 e 2016.
Na denúncia, o Ministério Público pediu a condenação de Paccola, com a exclusão dele dos quadros da PM e ainda 12 anos de prisão.
Em setembro, Paccola chegou a ser preso, mas foi solto logo em seguida por decisão do Tribunal de Justiça.
Marcos Faleiros chegou a votar pela exclusão e perda de patente de Paccola, ex-integrante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), grupo de elite para PM
Os coronéis que compoem o Conselho Militar, no entanto, optaram, por maioria, em manter Paccola como oficial reformado, mantendo o cargo.
Como a condenação dele foi abaixo de oito anos, o militar cumprirá a pena em regime aberto.
Outro denunciado pelo MPE por fazer parte do suposto esquema, o segundo tenente Cléber de Souza Ferreira, foi condenado a dois anos de reclusão por falsidade ideológica e seguirá nas funções na PM.
Paccola foi aposentado aos 37 anos da Polícia Militar (PM), após 19 anos e 10 meses e 11 dias de contribuição.
Está aposentado da Polícia Militar desde o dia 18 de março de 2021, com remuneração mensal R$ 18.376,72 mil.
ASSASSINATO – No dia 5 de outubro passado, por 13 votos favoráveis e cinco contrários, a Câmara de Cuiabá cassou, o mandato de Paccola.
Ele era vereador pelo Republicanos e foi cassado pela acusação de quebra de decoro parlamentar, em decorrência da morte do policial penal Alexandre Miyagawa, o Japão.
O crime aconteceu no dia 1º de julho, no Bairro Quilombo, em Cuiabá.
Paccola matou o agente com três tiros pelas costas.
Em agosto passado, o juiz Flávio Miraglia Fernandes, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, acatou a denúncia feita pelo Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT) e tornou réu o então vereador.

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