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ELEIÇÕES 2022 O difícil caminho da volta ao poder político

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Eduardo Gomes
Diário de Cuiabá
Caminho difícil é o que percorre ex-detentor de mandato eletivo que tenta voltar ao poder. Isso é o que revela o resultado das eleições. Em Mato Grosso vários ficaram pelo caminho em busca do regresso, a exemplo da ex-senadora Serys Slhessarenko (PSB), que concorreu para deputada federal, e o ex-vice-governador Chico Daltro (PV) que não se elegeu para a Câmara. Três saíram vitoriosos e Júlio Campos (União), que conquistou mandato de deputado estadual, é o que tem a maior trajetória na vida pública.
Nomes tradicionais da política e outros nem tanto, mas todos ex-ocupantes de cargos eletivos não foram eleitos na disputa pela Câmara dos Deputados. Foi assim com Serys Slhessarenko, que foi deputada estadual em três legislatura e senadora; com Chico Daltro, que foi vereador por Cuiabá, deputado estadual, deputado federal e vice-governador; Valtenir Pereira (MDB), que foi vereador por Cuiabá e deputado federal; Gilmar Fabris (PSD), que foi vereador por Rondonópolis e presidiu a Assembleia Legislativa; Pedro Satélite (PSD), que foi vice-prefeito de Guarantã do Norte e deputado estadual; Victorio Galli (PTB), que foi deputado federal; Túlio Fontes (PSB), que foi prefeito de Cáceres e deputado estadual; Welinton Marcos (PSB), ex-vereador e ex-vice-prefeito de Barra do Garças; Felipe Wellaton, ex-vereador por Cuiabá; Wagner Ramos (União), ex-deputado estadual; Eduardo Gomes (Patriota), ex-prefeito de Alto Paraguai; Maurão Rosa (PSD), ex-presidente da Câmara e ex-prefeito de Água Boa; Rodrigo da Zaeli (PL), ex-presidente da Câmara de Rondonópolis; Ícaro Francio Severo (Republicanos), ex-vereador por Sinop; e Camila Silva (PSD), ex-vereadora por Poconé.
Ex-deputados estaduais, ex-vice-prefeitos, ex-prefeitos e ex-vereadores disputaram a Assembleia Legislativa, mas sem sucesso. Essa relação inclui Silvano Amaral (MDB), ex-deputado estadual; Francis Maris (PSDB), ex-prefeito de Cáceres; Marcelo Bussiki (Podemos), Toninho de Souza (PSD) e Gilberto Figueiredo (União), todos ex-vereadores por Cuiabá; Pastor Natanael de Jesus (PDT), ex-deputado estadual; Altir Peruzzo, que foi vice-prefeito e prefeito e Juína, e deputado estadual; Dimorvan Brescancim (PSB), ex-prefeito de Campo Verde; Janovan Rios (PSB), ex-presidente da Câmara de Vila Rica; Gilberto Melo (PL), ex-prefeito de Chapada dos Guimarães; Valtinho Miotto (MDB), que foi prefeito de Matupá em quatro mandatos; Da Silva (Agir), ex-vereador por Cáceres; Mauro Sérgio (MDB), ex-presidente da Câmara e ex-prefeito de Confresa; Baiano Filho (União), ex-vereador por Sinop e ex-deputado estadual – Baiano presidiu a União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (UCMMAT); Gaspar Domingos Lazari (PSD), ex-prefeito de Confresa; Dudu Neves (PSDB), ex-vereador por Chapada dos Guimarães; Noely Paciente Luz (PL), ex-prefeita de Luciara; Paulo Márcio (PSD), ex-vereador por Primavera do Leste; Júnior Gordo (DC), ex-vereador por Alto Boa Vista; Sidney Nascimento de Paulo (PSB), ex-vereador por Peixoto de Azevedo; Professora Vânia Trettel (PL), ex-vereadora por Tangará da Serra; e Arlan Catulé (União), ex-vereador por Ribeirãozinho.
ELEITOS – Júlio Campos foi prefeito de Várzea Grande, exerceu três mandatos de deputado federal, governou Mato Grosso e foi senador. Aos 75 anos, o várzea-grandense Júlio José Campos será o decano da legislatura. Membro de família política, o deputado eleito é irmão do senador e correligionário Jayme Campos.
O arquiteto e urbanista Abílio Brunini, o Abilinho (PL), elegeu-se deputado federal. Em 2016 Abilinho conquistou mandato de vereador por Cuiabá e quatro anos depois disputou a prefeitura sendo batido no segundo turno pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).
Rosana Martinelli (PL), ex-vice-prefeita e ex-prefeita de Sinop, elegeu-se segunda suplente do senador Wellington Fagundes, numa chapa com o primeiro suplente Mauro Carvalho (União).
SENADO – Dois suplentes de senador disputaram as eleições. Fábio Garcia (União), que é primeiro suplente de seu correligionário Jayme Campos, elegeu-se deputado federal; Fábio foi deputado federal e na suplência não exerce mandato. Jorge Yanai (DC), primeiro suplente de Wellington Fagundes (PL) eleito em 2014, concorreu para o Senado e foi derrotado; Yanai a exemplo de Fábio, não tem titularidade no Senado, mas foi deputado estadual.

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