Gustavo Sampaio
Jornal da Cidade
Os jogadores do Botafogo, em conversas francas e expondo situações, tiveram importante participação nas recentes mudanças no clube. Em conversa com John Textor, os líderes do elenco afirmaram que não havia entendimento com o ex-técnico Bruno Lage, a decisão do português em barrar Tiquinho Soares contra o Goiás, na última segunda-feira, foi a gota d’água na relação do elenco com o então treinador do Botafogo, os atletas pediram que Joel Carli, ex-capitão e agora aposentado, ficasse mais perto do futebol profissional.
Os pedidos foram atendidos, os atletas ganharam um importante voto de confiança do proprietário da SAF e dos dirigentes do Botafogo. O diálogo foi aberto e a insatisfação do elenco não foi o motivo pelo qual o clube resolveu demitir Bruno Lage, mas teve peso essencial para a decisão.
Com grandes poderes, grandes responsabilidades. A partir do pedido atendido, a responsabilidade dos jogadores pelo título – mesmo que indiretamente – aumentou e muito.
O voto de confiança de John Textor veio porque o americano acredita que as lideranças do elenco podem se sobressair e acalmar a turbulência nesta reta final de Campeonato Brasileiro.
Isso, inclusive, foi algo falado pelos jogadores na conversa. Os atletas garantiram que manterão o foco e reiteraram a confiança em Lúcio Flávio e, principalmente, Joel Carli, que era um dos jogadores mais queridos na época em que estava dentro das quatro linhas e que agora compõem a comissão técnica interina.
O primeiro desafio da nova comissão técnica será neste domingo, às 16h, contra o Fluminense, no Maracanã. O Botafogo continua líder e ainda tem sete pontos de vantagem na liderança do Brasileirão.
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