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VIOLÊNCIA NA CRECHE? Mãe acredita que filha de dois anos sofreu abuso e pede Justiça

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Caso investigado pela Polícia Civil de Alta Floresta, teria ocorrido em uma escola de educação infantil

Por Arão Leite
Alta Floresta/MT – Para mim era mais uma assadura, mas quando vi a fralda suja de sangue, olhei de novo e vi a lesão. O relato é de uma jovem de 22 anos, mãe de uma menina de apenas dois aninhos e que pode ter sido vítima de abuso sexual. A genitora que se emociona toda vez que fala do assunto, não esquece a resposta da filha quando a perguntou quem teria feito aquilo. “Ela disse: foi a tia da escola. Ela coloca o dedo. Dói mãe”, conta.
O dia da descoberta foi em 18 de abril. Mas a mãe acredita que o fato tenha ocorrido antes e por mais de uma vez. Porém, só descobriu em uma véspera de feriado quando foi dar banho na filha mais uma vez e percebeu que as dores ou incômodo que vinha apresentando alguns dias na parte genital, dessa vez lhe fizeram recuar quando a mãe foi lavar suas partes íntimas. “Ela não queria deixar, que estava muito dolorido. Foi quando vi melhor e já fui procurar apoio médico”, lembra a mãe, salientando no entanto, que antes de ir à unidade de saúde, entrou em contato com a escola e relatou o fato.
“Acredito que era minha obrigação contar o que estava acontecendo. Disse que a minha filha tinha me passado que a titia mexeu com ela, mas não obtive muita atenção. Me disseram até que poderia ter ocorrido em outro lugar, em casa, mas acredito em minha filha. O que ela disse pra mim, disse a mesma coisa para minha mãe e no Hospital. E o médico viu a suspeita de abuso”, relata a genitora.
Foi a partir do hospital que o caso chegou ao conhecimento do conselho tutelar, Polícia Militar e delegacia de Polícia Civil. A garotinha de dois anos foi submetida a exame de conjunção carnal. Nenhum ruptura no hímen teria sido provocada, mas conforme a mãe, a lesão, provocada possivelmente por dedo e unha, “teria sido proposital”.
O laudo oficial com o diagnóstico é esperado pela Delegacia. A delegada Ana Paula Reveles Carvalho está a frente do Inquérito Policial. O caso no entanto, segue em sigilo. Todos os nomes citados deverão prestar depoimentos. Mas o passar do tempo preocupa uma mãe. “Quero uma resposta. Tem também as outras crianças da escola e como mãe, é uma preocupação minha”, justifica a genitora que chorou muito ao ter que levar a filha para uma delegacia. “Eu não conseguia me conter, mas olha só, ela me abraçava e dizia: mãe, eu estou aqui e vou cuidar da senhora. Pensa na inocência de uma criança dessa e vítima de uma situação que não desejo a ninguém”, finalizou.

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